NUTRIÇÃO ESPECIAL PARA PEQUENOS ATLETAS

De repente fica evidente que o seu filho pertence ao mundo dos esportes: mais do que o amor pela atividade escolhida, ele realmente possui potencial para alcançar resultados de destaque em competições. O universo das medalhas é real para ele.

Com treinos diários, toda a rotina da criança deve ser reformulada. Isso inclui não apenas os estudos e a vida social como também um fator fundamental para o bom desempenho de qualquer esportista: a alimentação.

No entanto, no caso dos pequenos, a alimentação reforçada exige cuidados dobrados: apesar de estarem em fase de crescimento, não pode cair no exagero. A nutrição, além de mais encorpada, também deve ser balanceada. Por exemplo: como a atividade física produz mais radicais livres, alimentos com poder oxidantes devem estar sempre presente nas refeições. Frutas, em especial as vermelhas-roxas e as ricas nas vitaminas C e E, são parte fundamental no cardápio do futuro campeão.

A nutricionista Alexandra Marinho alerta para o fato de que a dieta da criança que pratica esportes de duas a três vezes por semana não deve ser igual a do míni atleta. “Na verdade, o que vai definir exatamente o cardápio dessa criança que treina diariamente é o esporte que ela pratica e sua intensidade, ou seja, quantas horas por dia ela o faz”. Atividades como atletismo, crossfit, triatlo, tênis e futebol são especialmente mais exigentes em termos alimentares.

A alimentação deve ser bem variada, para que não falte nutriente nenhum. O cálcio, chave para a formação de massa óssea, e o ferro, que ajuda no transporte de oxigênio para os tecidos, são particularmente importantes. O cálcio é amplamente encontrado no leite e em seus derivados, enquanto o ferro está presente em verduras com coloração verde-escura (espinafre, brócolis) e nas carnes, principalmente nas vermelhas. A quantidade de proteínas deve ser mais elevada do que a média para a criança comum, mas apenas o nutricionista será capaz de estabelecer o volume exato de acordo com cada caso.

Alimentos industrializados são muito processados, empobrecendo o valor nutricional original de seus ingredientes. Além disso, possuem muito sódio, conservantes artificiais, gorduras excessivas e níveis altíssimos de açúcares – ou seja, vão na contramão dos bons hábitos de nutrição. Se para a criança com atividades regulares elas já são contra-indicadas, para as que treinam intensamente são ainda mais proibitivas. Enlatados, molhos, condimentos, congelados, sucos de fruta de caixinha, achocolatadas, refrigerantes, bolos e biscoitos devem corresponder a uma porção ínfima da dieta geral da criança.

Por outro lado, se a alimentação ideal da criança comum é composta por carboidratos complexos – leia-se massas, pães e arroz integrais, substituição da batata inglesa pela doce, etc – o atletinha poderá usufruir de porções de carboidratos simples: os mesmos itens em versões regulares. Afinal, muitas vezes a criança precisa de uma dose imediata de açúcar no sangue, de modo a conseguir desempenhar exercícios de alta exigência. Mas novamente apenas um nutricionista será capaz de avaliar o caso e recomendar a quantidade.

A hidratação deve ser realizada com água e precisa ser constante durante a prática, já que pode durar horas seguidas. Lembre-se: há uma grande perda de água por conta do suor. Fora do treino, a água deve ser constantemente oferecida em pequenas porções ao longo de todo o dia. O consumo de isotônicos é fortemente desencorajada para crianças esportistas.

“Se um dia por algum motivo a criança reduzir a frequência e a intensidade da prática esportiva competitiva, esse profissional também deverá ser visitado, já que o aporte calórico recomendado fatalmente diminuirá”, avisa Alexandra Marinho.

TUDO O QUE VOCÊ DEVE COMER APÓS MALHAR

PARA ALCANÇAR MELHORES RESULTADOS É PRECISO NUTRIR O CORPO DA FORMA CERTA, APÓS A MALHAÇÃO

Por Manoela Telles

Malhar promove bem estar físico e psicológico, aumenta a disposição e a energia, afasta o risco de doenças crônicas, combate a depressão, alivia o estresse e também deixa o corpo saudável. Corrida, caminhada, academia, esportes, várias são as opções para quem deseja se exercitar. Só que a dedicação e o esforço devem vir acompanhados de cuidados com a alimentação. Especialmente após o treinamento.

“Depois de treinar, costumo comer frutas como banana e maçã para repor as energias. Também é importante comer proteínas e carboidratos, como o queijo branco e pães, para a recuperação muscular”, diz a remadora Fabiana Beltrame, a caminho de Londres, sobre como dá continuidade ao treino ao se alimentar.

De acordo com o nutricionista Rodolfo Peres, uma boa alimentação após o treino proporciona uma recuperação muscular mais rápida, o que auxilia no processo de hipertrofia para quem faz musculação, por exemplo. Também repõe os níveis de glicogênio (reserva de carboidratos) e garante, dessa forma, ótima recuperação entre os treinos. Além disso, auxilia no processo de tonificação muscular. Ainda, segundo o especialista para cada caso, há um tempo certo para se alimentar após o treino.

“Se a pessoa deseja hipertrofia (ganho de massa muscular) deve se alimentar logo após os exercícios. Para quem deseja emagrecer, o ideal é aguardar um prazo de trinta minutos a uma hora, antes de se alimentar, dando ênfase à ingestão de água durante esse período. Essa prática otimiza o uso de gordura corporal como fonte de energia neste período”, explica o nutricionista.

Que alimentos ingerir após o treino?

Para maximizar o resultado da malhação, o ideal é escolher opções de alimentos ricos em proteínas como as carnes (peito de frango, carne bovina magra, claras de ovos), além de carboidratos de alta qualidade – como batata doce, cará, inhame, pão integral, macarrão integral, arroz integral e aveia. Alimentos compostos por gorduras “boas” também são indicados, como castanha e salmão e para temperar saladas, azeite de oliva extravirgem e pequenas porções de abacate. Vale ressaltar que o apoio de um profissional de nutrição é indicado, já que cada pessoa tem um objetivo e biótipo próprios.

Em alguns casos, também é necessário se alimentar durante o treinamento

“Nas atividades com duração até uma hora, apenas água é suficiente. Já em atividades mais intensas, com duração superior a uma hora como lutas, ciclismo, corrida, entre outras, sugere-se o consumo de bebidas isotônicas, pois contêm eletrólitos (magnésio, potássio, sódio) e carboidratos, que ajudam na reposição energética. Há diversas opções no mercado e em geral, ela possuem sabor agradável, que facilita o consumo”, indica Rodolfo Peres.

Já o uso de suplementos alimentares vai depender do nível do exercício praticado. Segundo o especialista é possível obter grandes resultados através da suplementação com carboidratos como a maltodextrina e o waxy maize e proteínas como o whey protein, com ingestão antes e depois dos exercícios. Outros suplementos como glutamina, creatina e BCAA (Branch Chain Amino Acids) podem ser utilizados conforme o aumento da intensidade dos exercícios. Já os suplementos com a finalidade de substituir as refeições ao longo do dia, como caseína, refeições líquidas e barras de proteínas podem ser utilizados por qualquer pessoa, independente da intensidade do exercício.

“Essa classe de produtos visa fornecer nutrientes adequados em momentos em que é impossível ou inviável consumir produtos in natura. Por exemplo, se no meio da manhã, estou no trabalho e não tenho bons alimentos à disposição, é muito mais vantajoso tomar um shake de caseína e comer uma fruta do que comer um salgado ou pão de queijo na padaria da esquina”, alerta o nutricionista.

METABOLISMO PRA CIMA, BOA FORMA GARANTIDA

Para muita gente perder peso não é uma simples questão de contagem de calorias: passa também pela aceleração do metabolismo.

Para quem não sabe, metabolismo é a taxa de queima de calorias pelo organismo durante 24 horas – ativo ou sedentário.

Um metabolismo apressado ou lento é, em parte, geneticamente definido. No entanto existem truques que ajudam o organismo a trabalhar mais rápido, retardando, assim, o acúmulo de gordura.

Não Pule Refeições

A lógica do organismo é a de armazenar mais gordura quando o aporte calórico é menor. O corpo identifica a escassez de alimento e coloca-se imediatamente na função de acumulá-la.

Uma forma de economizar calorias é simplesmente tornar-se mais lento.

Portanto regimes de fome ou pular refeições é um tiro que sairá pela culatra.

O ideal é fazer pequenas refeições de três em três horas ao longo do dia.

Coma Bem para Perder Peso

Que legumes e verduras são essenciais numa alimentação saudável todo mundo já sabe. O importante é compreender como outros tipos de alimentos impactam o metabolismo.

O arroz, o macarrão e os pães deve ser integrais ao invés de brancos: como não passaram por processos pesados de refinamento, não só são mais nutritivos como também os açúcares neles contidos são processados mais lentamente pelo organismo.

alimentos_300Isso acontece porque as moléculas de carboidratos dos alimentos integrais não se tornam açúcares simples: levam tempo para serem quebradas, impedindo que o organismo as armazene com facilidade.

Além disso oferecem a sensação de saciedade por mais tempo – sem contar que melhoram o funcionamento dos intestinos.

Esses carboidratos complexos, inclusive, são essenciais para alimentar os músculos, que são as grandes fontes de queima de gordura do corpo.

De forma bastante semelhante as frutas secas também aceleram o metabolismo – sem contar que são uma ótima fonte de vitaminas, minerais e antioxidantes. Inclua no leite, no iogurte ou consuma-as sozinhas na hora do lance.

Beba bastante água – e de preferência gelada. O metabolismo trabalha mais para elevar líquidos de 5ºC para 37ºC.

Os famosos oito copos d´água diários podem ajuda-lo a queimar 200 calorias. Isso acontece porque 70% das funções do corpo ocorrem com a presença da água, inclusive o transporte de oxigênio para os músculos e corpo: sem ela a queima de calorias diminui.

Alimentos ditos “quentes”, como gengibre e pimentas podem levar a até 20% de aceleração do metabolismo. Também melhoram a circulação sanguínea e são excelentes cicatrizantes.

Apesar da fama, o chá verde está abaixo dessa marca, promovendo até 4% de elevação metabólica. Sua força está em suas propriedades diuréticas, melhora da atividade intestinal e de diminuição do desejo por carboidratos.

Carnes magras também possuem papel chave nas boas dietas.

A carne vermelha deve ficar em torno dos cortes magros, como coxão duro e mole, patinho e rosbife. Prefira o peito de frango, peixes, queijos brancos, leite desnatado e ovos cozidos ou pochê.

Tenha sempre cuidado para não incluir ingredientes gordurosos no preparo das refeições, como óleos, azeite e manteiga.

Fique atento, ainda, com as quantidades consumidas: os cereais, um punho fechado (arroz, macarrão); as carnes do tamanho da mão; e a carne vermelha do tamanho da palma da mão.

Atividade Física: Grande Aliada na Aceleração Metabólica

treino_bike_300Atividades aeróbicas (corrida, ciclismo, natação, etc) são excelentes para a queima imediata de gordura. No entanto as anaeróbicas, como a musculação, mantém o consumo de calorias alto mesmo depois do fim do exercício.

Portanto invista nelas! O aumento da massa muscular exige um esforço especial do organismo.

A regularidade da prática de esportes ajuda a ativar em até 50% o metabolismo.

Portanto, parado não dá para ficar. Mesmo pequenas mudanças no dia a dia, como subir andares de escada ao invés do elevador ou andar dois pontos de ônibus além do que você em geral aguarda podem fazer a diferença.

De posse dessas dicas, dê uma agitada no seu metabolismo!

NÃO DESAFIE SUA SAÚDE: OS RISCOS DO USO INADEQUADO DE SUPLEMENTOS E ANABOLIZANTES

É notório que o número de praticantes de atividades físicas no Brasil está cada vez maior. As academias ficam lotadas de pessoas das mais diferentes idades em busca de qualidade de vida. No entanto, o culto ao corpo muitas vezes ultrapassa os limites do que pode ser considerado saudável. Para alguns, especialmente os mais jovens, a vontade de ficar sarado é tão obsessiva que apenas musculação não basta. É aí que surge a procura por suplementos alimentares e, até mesmo, anabolizantes. Mas é preciso saber utilizar esses produtos. O mau uso pode trazer danos irreparáveis à saúde.

Primeiramente é essencial diferenciar suplementos de anabolizantes. Os suplementos são as substâncias produzidas para complementar a dieta. São compostos, na maioria das vezes, de vitaminas, minerais e aminoácidos. Contêm aquilo que o corpo humano precisa na forma industrializada, para facilitar a absorção. Já os anabolizantes são hormônios que estimulam o crescimento celular, promovendo o aumento da massa muscular e da força física.

Enquanto os suplementos podem ser utilizados por praticantes de atividades físicas que buscam um maior rendimento e um ganho de tempo na recuperação dos músculos, os anabolizantes devem ser evitados, ou consumidos apenas em circunstâncias muito específicas. Caso contrário, há riscos graves.

PERIGO DO USO INADEQUADO

Imagine a seguinte situação, bem habitual, diga-se de passagem. Você começa a frequentar uma academia. Logo no primeiro dia, algumas pessoas que se exercitam ao seu lado, entre uma série e outra, ingerem seus respectivos suplementos. Interessado, você conversa com elas a respeito da eficácia dos produtos e obtém resposta positiva. Aí, dá aquela vontade de começar a tomar também. O que você vai fazer? Comprar e começar a ingerir por conta própria? De forma alguma.

O uso de suplementos sem acompanhamento de um profissional especializado, certamente não vai trazer os resultados esperados. Na ânsia de conseguir os efeitos de forma rápida, muita gente acaba tomando suplementos inadequados, com nutrientes desnecessários para o corpo. Além disso, sem um especialista para orientar, a dosagem dos produtos pode ser comprometida e, sendo assim, a pessoa ingere uma quantidade maior que a recomendada.

Por isso, antes de começar a usar, é fundamental a ida a um endocrinologista. É ele que vai indicar os exames adequados para saber como estão os seus níveis hormonais, tendo a noção exata do que está em excesso e o que está em falta.

“Os suplementos variam de acordo com o objetivo da pessoa. Se ela quer aumentar a massa muscular, é um tipo, os chamados suplementos proteicos. Agora, se o objetivo for perder gordura, por exemplo, é outro tipo. Para isso, são indicados os suplementos termogênicos, que têm o princípio ativo de acelerar o seu metabolismo, aumentando o gasto calórico”, afirma o professor de educação física Pedro Belfort, que trabalha em academia dando aulas de musculação e spinning.

A procura por suplementos proteicos (compostos por proteínas) é uma das mais frequentes. São considerados, por alguns especialistas, suplementos importantes para o bom funcionamento do corpo, sem apresentar maiores riscos à saúde. Porém, fazer uso deles sem uma reeducação alimentar, transforma o crescimento muscular em gordura corporal. Se a pessoa continua comendo mal, com excesso de carboidratos, principalmente, em vez de ficar mais forte, tende a engordar.

Já o uso de suplementos termogênicos, se for equivocado, pode provocar efeitos colaterais como agressividade, insônia, falta de concentração, enjôo e agitação.

Para os anabolizantes, o cuidado deve ser muito maior. Se o consumo incorreto de suplementos traz uma série de incômodos, mas sem extrema gravidade, os danos do uso errático dos anabolizantes são devastadores. Crescimento de mama nos homens; desregulação do ciclo menstrual, voz grave e queda de cabelo nas mulheres; doenças cardíacas que levam a infartos fulminantes, hipertensão e acne são algumas das terríveis consequências que esses produtos podem trazer.

“Pessoas costumam fazer o trabalho dos anabolizantes sem ter certeza e conhecimento. O anabolizante é muito complicado, porque você precisa de uma terapia pós-ciclo para conseguir manter os níveis hormonais regulados com seu corpo. O seu corpo é muito inteligente. Quando você toma um anabolizante, ele injeta uma quantidade hormonal muito maior do que o corpo é capaz de produzir. Como você está com excesso, o corpo entende que não precisa produzir. Aí, quando você para de tomar, ele demora para voltar a produzir e isso que faz você ter vários problemas”, explica o professor Pedro Belfort.

ENDOCRINOLOGISTA CONDENA USO DE ANABOLIZANTES

De acordo com o endocrinologista do Hospital do Fundão (UFRJ), Daniel Benchimol, o consumo de anabolizantes deve ser extremamente evitado. Embora reconheça que as substâncias funcionem para o crescimento muscular do corpo, o doutor afirma que o uso prolongado delas pode destruir a pessoa.

“São esteroides sexuais que realmente aumentam a força. Se a pessoa fizer muito exercício e dieta, vai ficar com o corpo de um fisiculturista. Sabemos que muitos jovens estão naquela fase narcisista, de supervalorizar o corpo. Mas o uso prolongado de anabolizantes bloqueia a produção de testosterona. Diferente da mulher, que toma pílula dez anos e quando para engravida no mês seguinte, o cara toma anabolizante alguns anos e quando para ele está infértil e impotente. O testículo atrofia”, explica Benchimol.

Membro do Conselho de Ética Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o médico enfatiza também os problemas que os anabolizantes podem causar para a composição sanguínea. “A testosterona estimula a medula óssea a produzir glóbulos vermelhos. O número de glóbulos aumenta e o sangue, em vez de ter uma densidade de células, tem um excesso. É o que chamamos de policitemia. Isso entope a circulação, que pode resultar em embolia pulmonar, derrame e infarto”, esclarece o endocrinologista.

Outro problema sério é que, assim como acontece com as drogas, os anabolizantes criam nos seus usuários uma relação de dependência. “Quando o sujeito para de tomar, ele vai sentir fraqueza e vai buscar novamente aquilo que dá bem estar”, salienta.

Além de repreender o uso de anabolizantes, o endocrinologista alerta para o fato de que muitos suplementos contêm esteroides proibidos. Para o doutor, suplementos devem ser indicados apenas a pessoas de mais idade, em casos específicos. “Quem precisa de fortificante não é o jovem, atleta… Quem precisa são pessoas idosas, que estão com a mucosa atrofiada. Ou a pessoa que tem uma doença, que fez uma cirurgia bariátrica, ou operou um câncer de pâncreas, por exemplo. Então, são essas pessoas que vão ter que tomar suplementos proteicos, aminoácidos, sais minerais, porque elas não absorvem,” destaca o médico, criador do primeiro centro especializado em diabetes no Brasil.

Agora que você leu este artigo, deve estar pensando que todo suplemento é perigoso e prejudicial à saúde, não é bem assim, existem suplementos naturais, que promovem ótimos resultados. Um bem famoso  é o Sinedrol funciona, com ele você terá ótimos ganhos quando o assunto é perda de peso e ganho de massa magra.

INIBIDORES DE APETITE: VILÕES DA SAÚDE OU ALIADOS NA PERDA DE PESO?

 


INIBIDORES DE APETITE ESTÃO DE VOLTA

Eles funcionam mesmo? Podem ter efeitos negativos? Descubra

Uma boa notícia para quem está tentando perder peso. Os inibidores de apetite feitos à base de anfetamina podem ser novamente comercializados. Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia proibido a venda destes medicamentos, com base nos efeitos colaterais que os remédios podem provocar nos pacientes. Mas no início deste mês de setembro, o Senado Federal aprovou o Projeto de Decreto Legislativo, liberando a venda dos produtos.

De acordo com o plenário, a justificativa para acabar com a proibição imposta pela Anvisa foi a de que a agência passou por cima da opinião dos médicos especialistas, tomando uma atitude autoritária e que vai além da sua função. A classe médica já havia se posicionado a favor dos medicamentos na época em que foram tirados de circulação, alegando que os problemas causados pelos inibidores de apetite são decorrentes da prescrição inadequada dos produtos, pois nem sempre são indicados por especialistas.

A proposta para suspender a proibição é de autoria do deputado gaúcho Beto Albuquerque, do PSB. Vários órgãos de saúde se manifestaram favoravelmente à liberação dos medicamentos considerados, pelos médicos, importantes na briga contra a balança. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) foi uma das que apoiaram a supressão ao veto da Anvisa. Em comunicado oficial, a SBEM afirmou que o uso de tais medicamentos, de forma controlada e na dose correta, sempre ao encontro da melhora na qualidade de alimentação e do aumento das atividades físicas, é uma ferramenta adequada para o tratamento da obesidade.

Segundo o doutor Mário Carra, atual presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, os inibidores são eficazes, mas há um grupo específico de pacientes que deve consumi-los. “Os remédios funcionam mesmo, mas não são para todo mundo e sim para um determinado grupo de pessoas. Os que devem consumir são aqueles que comem grandes refeições. Não é aquele camarada que come o dia todo, embora também possa funcionar para ele em alguns casos. Os inibidores são mais eficientes para as pessoas que comem um grande volume no café da manhã, no almoço e no jantar”, explica o doutor.

inibidores_apetite_texto_450_01

Para o especialista, os problemas ocorrentes em pessoas que tomam esses medicamentos devem ser creditados à falta de um aval médico. “Todo medicamento precisa ser supervisionado. O problema é que algumas pessoas começam a tomar porque ouviram falar que funciona e com elas acaba não funcionando, porque não tem controle médico. Aí se cria a impressão de que é um medicamento ruim, quando na verdade não é. Quem tem obesidade, por exemplo, precisa ir ao médico com regularidade, não basta só tomar”, afirma Mário Carra.

Ainda conforme o doutor, outro bom motivo para a liberação dos inibidores de apetite está relacionado ao bolso. Além da eficácia dos medicamentos, seus preços são bem acessíveis, possibilitando condição de compra aos pacientes que não nadam em dinheiro.

QUANDO NÃO FUNCIONA, O MELHOR É PARAR

A médica Elisa Coelho teve uma experiência frustrante com os inibidores de apetite. Há quatro anos, ela tomou sibutramina, que, ao contrário da anfetamina, não teve sua comercialização proibida pela Anvisa em 2011. Na ocasião, houve apenas um rigor maior para a prescrição de medicamentos feitos à base do fármaco.

inibidores-de-apetite-2-texto_200Para Elisa, o medicamento não funcionou porque os efeitos colaterais se manifestaram rapidamente. “Tomei durante um mês, mas com duas semanas já apareceram os efeitos. Tive labilidade emocional (tendência a alternar momentos de bom e mau humor) e, devido a isso, parei”, conta a reumatologista.

A médica diz que não se encaixava no perfil das pessoas que precisam tomar. De acordo com ela, os medicamentos podem ser úteis, desde que o paciente tenha o conhecimento sobre o que vai ingerir. “Existem várias classes de remédios para emagrecer. Se a indicação for precisa, o uso é benéfico sim”, completa.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos que os inibidores de apetite podem causar variam de acordo com a substância de cada medicamento. Se tratando das anfetaminas, inibidores mais populares, os principais efeitos são o transtorno de humor, a insônia, agitação e dor de cabeça.

Mas isto só aparece devido ao uso inadequado dos produtos. Sem o controle médico ideal, os riscos são inevitáveis. Portanto, antes de tomar, consulte um especialista. Lembre-se de que o problema muitas vezes não está no medicamento e sim na forma como ele é utilizado.